Os Mitos sobre as Terapias Manuais

os-mitos-sobre-as-terapias-naturaisConheça todas as verdades sobre os mitos que envolvem as Terapias Manuais.

As terapias manuais têm ganho cada vez mais relevância e importância na área da saúde. No entanto com tantas informações dispersas, acabam por surgir alguns mitos que prejudicam o reconhecimento perante o público em geral.

Vamos desmistificar alguns destes mitos:

1. “Na Terapia Manual, as mãos do terapeuta devem estar em contacto com o paciente.”

Verdade!

O contacto manual do terapeuta é fundamental para que a técnica aplicada produza o efeito terapêutico real, e não apenas um efeito terapêutico não-específico, como o placebo. Ou seja, nas técnicas como o “Reiki”, onde não existe o toque das mãos com o paciente, não são consideradas terapias manuais.

2. “A minha vértebra está rodada e preciso de uma manipulação para colocá-la no lugar.”

Mito!

A posição de uma vértebra pode não ter nenhuma relação com disfunção, porque o corpo humano é assimétrico por natureza. Pessoas normais, sem problemas de coluna, têm vértebras com alterações na sua morfologia ou posição e as alterações nos discos intervertebrais também são casos clínicos comuns, pelo que uma pessoa normal tem com frequência protrusões de discos, sem apresentar dor ou disfunções do tecido neural. O movimento do segmento espinhal é mais importante que a sua posição, porque um segmento em disfunção terá uma alteração na quantidade e na qualidade do movimento e/ou dor durante a realização do mesmo. O objectivo do terapeuta não é trabalhar a posição, mas sim avaliar e tratar a mobilidade da vértebra.

3.”Por ser aplicada com as mãos, a terapia manual não tem riscos ou contraindicação.”

Mito!

Todos os procedimentos terapêuticos, desde o repouso até a uma manipulação cervical, têm contraindicações. Apesar de se ensinar apenas os benefícios técnicos, os respectivos procedimentos, quando mal aplicados, também podem ser lesivos. O terapeuta deve aprender a terapia manual com profissionais detentores de uma formação adequada, com formação adequada, que sabem apropriadamente instruir sobre a segurança da sua aplicação.

4. “A terapia manual deve ser aplicada com força para se colocar no lugar algo que estava fora do lugar.”

Mito!

Parte da afirmação é meia verdade, uma vez que em alguns casos de subluxação, uma técnica manual pode recolocar um segmento deslocado. No entanto, na maioria dos casos não existe alteração das posições de um segmento ou articulação após a aplicação de técnicas manuais, havendo redução dos sintomas e melhoria de movimento. Não se pode negar que os efeitos mecânicos existam, mas atualmente é reconhecido que os efeitos neurofisiológicos são potentes e cada vez mais considerados como explicação para a resposta produzida pelas técnicas.

5. “Estalar o pescoço faz mal à coluna.”

Verdade!

Fazer autotratamento é errado e pode ser nocivo. “Estalar” o pescoço geralmente é um vício de muitas pessoas e pode agravar em muito a dor a longo prazo, pois propicia uma região de hipermobilidade na coluna e posteriormente o aparecimento de “bico de papagaio” na região sobrecarregada. A técnica deve ser realizada por um profissional de terapia manual.

6. “É necessário o uso continuado da Terapia Manual para que os efeitos benéficos sejam mantidos.”

Mito!

Estudos comprovam que algumas sessões de técnicas manuais produzem os benefícios necessários e que são mantidos mesmo após vários meses. No entanto existem casos em que o acompanhamento é exigido como forma de tratamento continuado.

7. “A atividade física é um complemento importante das terapias manuais.”

Verdade!

A atividade física é uma atividade fundamental no melhoramento de alguns sintomas tratados pelas terapias manuais. No entanto, devem ser sempre prescritas pelo profissional, uma vez que em determinadas doenças ou casos, o exercício físico pode prejudicar o tratamento de terapia manual ou mesmo reverter o processo.

As terapias manuais são de facto uma ferramenta de grande valor para tratamentos, no entanto devem ser sempre aplicadas por profissionais credenciados de forma a darem as melhores respostas e benefícios no caso de cada paciente.

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